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    Pequena história sobre a
Escola de Comunicação da UFRJ

   
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Memória da ECO
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   A Escola de Comunicação da UFRJ é uma das mais conceituadas do país, com uma estimativa de mil alunos matriculados, conferindo a cerca de 80 alunos por ano o título de Bacharel. Possui um corpo docente formado por 68 professores e oferece uma variedade de atividades extracurriculares, como cursos , eventos, uma galeria de exposições e uma grande produção de publicações. Equipada com laboratórios de editoração, fotografia, rádio e televisão, a ECO desenvolveu o projeto de reunir todos estes laboratórios numa Central de Produção Multimídia (CPM), na qual é possível a realização de um trabalho integrado entre várias mídias, bem como a implementação de projetos com órgãos e instituições internos e externos à Universidade. A ECO conta ainda com núcleos de pesquisa, promovendo uma integração da graduação e da pós-graduação através de seus bolsistas.

ORIGENS
 Em 13 de Março de 1967 a Escola de Comunicação (ECO) se transformou numa das unidades que compõem o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mas sua história é a própria história dos cursos de comunicação no país. O Decreto-Lei nº 5.840, de 13 de maio de 1947, que instituiu o curso de jornalismo como parte do sistema de ensino superior, dizia em seu artigo terceiro que "o curso será ministrado na Faculdade Nacional de Filosofia" da antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ. A primeira turma colou grau em 1950.
 Como unidade autônoma foi instalada, em 4 de março de 1968, no antigo prédio do Instituto de Eletrotécnica, na Praça da República, 22, com corpo docente oriundo do curso de jornalismo da Faculdade Nacional de Filosofia. Sua estrutura inicial era composta por um departamento de comunicação e cinco outros departamentos, de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas, audiovisual e editoração.
 A posterior mudança para as instalações físicas do campus da Praia Vermelha, em 1971, veio acompanhada da reformulação do currículo, da renovação do corpo docente e da criação do curso de pós-graduação, em 1972. A ECO passou então a constituir-se como uma unidade de ensino, pesquisa e extensão em Comunicação Social, com quatro habilitações: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Produção Editorial e, posteriormente, Radialismo. Atualmente ainda conta com a habilitação em Direção Teatral.

BREVE HISTÓRIA DO PALÁCIO UNIVERSITÁRIO

 Os dez anos de construção do prédio na chácara do Vigário Geral, de propriedade da Santa Casa da Misericórdia, contaram com a tenacidade do provedor José Clemente Pereira, interessado em homenagear D. Pedro II e resolver a crítica situação de tratamento dos doentes mentais no Brasil. De doação em doação, o prédio foi inaugurado em 1852 para abrigar uma nova concepção de hospício, início da evolução da psiquiatria em nosso país.
  A criação na Faculdade de Medicina da cátedra de clínica psiquiátrica (decreto de 12 de março de 1881), vinculou-o à formação dos especialistas, abrindo-o à mocidade acadêmica", lembrava Pedro Calmon, historiador e ex-reitor da UFRJ, no livro O Palácio da Praia Vermelha (1952).
 Em 1890, o Hospício D. Pedro II transforma-se, por decreto, em Hospício Nacional dos Alienados, instituição que em 1944 é transferida para Jacarepaguá. Extinto o hospício, surgiu o problema do aproveitamento do edifício, que poderia ser demolido ou restaurado, tendo-se em vista o que valia e representava para a cultura nacional.
 Em 1949, a Reitoria da Universidade do Brasil, sob a direção de Pedro Calmon, instala-se no prédio e iniciam-se as obras de recuperação do Palácio, que mais tarde foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. O Departamento de Engenharia, encarregado da reforma, procurou preservar o estilo arquitetônico e a recuperação do prédio só terminou em 1953.
 Em 1961, a Universidade do Brasil passou a se chamar Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com a construção da Cidade Universitária, a Reitoria mudou-se para a Ilha do Fundão, permanecendo no Palácio da Praia Vermelha, o Fórum de Ciência e Cultura, a Faculdade de Economia e Administração, o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, a Faculdade de Educação, a Escola de Comunicação, além de dependências utilizadas pela Escola de Educação Física e Desportos.
 A ECO ocupa um dos lados do Palácio, com frente para a Rua Wenceslau Brás, contando com cerca de 50 salas para atividades acadêmicas e administrativas, e ainda o prédio em frente ao palácio que abriga Central de Produção Multimídia (CPM).

texto: Simone Martins

 
Administração do hospital, atualmente Salão Dourado.


Fachada do hospital fotografada por Augusto Malta.


Um dos pátios internos do hospital.
 
     

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